Leandro Gomes de Barros


Xilo de Arievaldo Viana 

Leandro Gomes de Barros nasceu no município de Pombal, PB, em 19 de novembro de 1865 , e morreu em Recife, PE, em 4 de março de 1918. Disputa com Pirauá o pioneirismo na publicação de histórias versadas em folhetos. Até os 15 anos viveu em Teixeira, centro de poesia popular; mudou-se depois para Pernambuco, tendo vivido em Vitória, Jaboatão e Recife.

Começou a escrever em 1889, e sempre viveu do que lhe rendiam suas histórias versadas; escrevendo e vendendo folhetos sustentou enorme família. Câmara Cascudo o descreve como: "baixo, grosso, de olhos claros, bigodão espesso, meio corcovado, risonho contador de anedotas... parecia mais um fazendeiro que um poeta...".

De espírito crítico, satírico e contestador, em seus versos criticou os desmandos de seu tempo, principalmente os políticos, religiosos e os referentes à interferência estrangeira no Nordeste. Não há certeza quanto ao número de suas obras, mas sabe-se que foram muitas e de boa qualidade, tanto que são reimpressas e procuradas até hoje. 

Depois de sua morte, sofreu o processo habitual de se apossarem da autoria de suas obras, adulterando o acróstico final, quando havia, e omitindo o seu nome. É o maior nome da poesia popular brasileira. Dentre  os muitos títulos legados à posteridade, destacamos: A batalha de Oliveiros com Ferrabrás, A confissão de Antonio Silvino, A força do amor, A morte de Alonso e A vingança de Marina, A prisão de Oliveiros e seus companheiros, A peleja de Leandro Gomes com uma velha de Sergipe, Como Antônio Silvino fez o diabo chocar, Donzela Teodora, História da Índia Neci, História de João da Cruz, História do Boi Misterioso, História de Roberto do Diabo, Juvenal e o dragão, O cachorro dos mortos, Os sofrimentos de Alzira, Peleja de Manoel Riachão com o Diabo, Suspiros de um sertanejo, Vida e testamento de Cancão de Fogo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário